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Agir de forma decidida em vez de apenas reagir – a presidência alemã do G7 em 2022

Logotipo da Presidência alemã do G7 em branco sobre fundo azul.

Logotipo da Presidência alemã do G7, © Governo Federal

12.05.2022 - Artigo

A 1 de janeiro de 2022, a Alemanha assumiu por um ano a presidência do G7. Para o trabalho dos ministros e ministras do Exterior, a Ministra Federal das Relações Externas, Annalena Baerbock, aposta numa agenda de prevenção e de transformação.

Coordenação em questões de política externa e de segurança no topo da agenda

Uma coordenação estreita, informal e num clima de confiança em torno dos desafios e de crises da política externa e de segurança constitui um ponto central da agenda dos ministros e ministras do Exterior do G7. O G7 oferece uma plataforma única para, com base nos nossos valores comuns, dar impulsos importantes para a resolução de conflitos e para lidar com desafios estratégicos. A guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, iniciada a 24 de fevereiro de 2022, mostra como a coordenação contínua e informal no seio do G7 é imprescindível. Sob a presidência alemã, o G7 mostrou capacidade de liderar nesta crise e contribuiu de forma significativa para enfrentar a agressão russa com unidade internacional.
A este respeito, Annalena Baerbock afirmou a 28 de abril:

Desde o fim da Guerra Fria que as democracias, que nós, os parceiros do G7 unidos por valores comuns, não enfrentavam desafios tais como os que hoje enfrentamos na Europa e em todo o mundo. A guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia é um ataque contra aquilo que as nossas sociedades abertas representam: os direitos humanos, a liberdade e a ordem internacional baseada em regras.

Democracias liberais eficientes alicerçadas num sólido fundamento de valores

Só juntos seremos capazes de resolver os desafios globais. Para o G7, isto significa que temos de afirmar aquilo que defendemos enquanto democracias liberais comprometidas com o multilateralismo, em vez de apenas sublinharmos aquilo que rejeitamos.
- Annalena Baerbock, Ministra Federal das Relações Externas

Mas há mais em jogo: A Alemanha definiu como um dos seus objetivos tornar mais sólida a base de valores do G7. Para tal, a Alemanha quer dar ainda mais destaque a relevantes questões de direitos humanos em áreas como a inteligência artificial e a igualdade de género, por exemplo, bem como relativamente à responsabilização em caso de violações dos direitos humanos. Ao mesmo tempo, a Alemanha quer trabalhar para assegurar que as democracias liberais permaneçam eficazes e consigam efetivamente oferecer às pessoas mais liberdade, segurança e prosperidade sustentada.

Agenda de prevenção e transformação como fio condutor: A crise climática é um de três temas prioritários

Não é só a crise climática que mostra a importância de uma ação proativa, precoce e conjunta. É por isso que a Alemanha quer fazer-se valer do poder de influência do G7 em prol de uma agenda de prevenção e de transformação resoluta:

Agir antes que seja tarde: Esta é a principal mensagem que queremos debater no círculo das ministras e dos ministros do Exterior, tendo em vista a crise climática, tendo naturalmente em vista o combate à pandemia, mas tendo também em vista a resiliência das democracias.
- Annalena Baerbock, Ministra Federal das Relações Externas

Crise climática

A nova escalada da crise climática não só causa um sofrimento terrível às pessoas a título individual, como também intensifica os conflitos nas mais variadas regiões do mundo. A política climática é uma política de segurança preventiva e, portanto, uma componente central da nossa política externa e da nossa presidência do G7. Por conseguinte, a Alemanha pretende desenvolver substancialmente o compromisso climático do G7. As parcerias energéticas e climáticas são uma oportunidade real para uma prosperidade que seja sustentável, especialmente para os países com níveis de emissões elevados ou fortemente dependentes de combustíveis fósseis. Será também uma questão de apostar, no quadro do G7, numa ajuda humanitária proativa como um instrumento para mitigar – entre outras coisas – as repercussões da crise climática, bem como de desenvolver uma melhor compreensão comum da relação entre o clima e a segurança.

Cooperação internacional

A Alemanha visa reforçar o multilateralismo durante a sua presidência do G7. Só em conjunto e só congregando forças a nível internacional será possível enfrentar crises como a pandemia do coronavírus; a comunidade internacional tem de reagir a crises futuras de forma atempada, unida e com base na ciência e no conselho dos especialistas. As Nações Unidas oferecem o enquadramento adequado para esse fim. Por este motivo, a agenda dos ministros e das ministras do Exterior do G7 inclui o reforço da arquitetura internacional da saúde e uma maior equidade no acesso a vacinas a nível global.

Desinformação e cibersegurança

Como parceira de um G7 unido pelos mesmos valores, a Alemanha partilha a preocupação de tornar as democracias mais resilientes em todo o mundo. As campanhas de desinformação, por exemplo, constituem uma ameaça real para todas as sociedades abertas. Assim, a Alemanha pretende também colocar na ordem do dia projetos para uma melhor cibersegurança que envolvam países parceiros selecionados fora do círculo do G7, bem como investimentos futuros em infraestruturas globais comuns.

Annalena Baerbock, Ministra Federal das Relações Externas:

A desinformação é um ataque contra os valores fundamentais das nossas democracias liberais: a nossa abertura, a nossa transparência, a nossa capacidade de debatermos e de discutirmos de forma livre e justa.
Por isso, todos nós que partilhamos destes valores temos de cooperar para reagir a este grande desafio.
Uma tarefa essencial da nossa presidência do G7 será o reforço da resiliência democrática. Queremos reforçar o Mecanismo de Resposta a Crises do G7 - um fórum que reúne especialistas internacionais para identificar ameaças de desinformação em tempo real, partilhar as melhores práticas e desenvolver respostas conjuntas.

Marcos da presidência de 2022

Os marcos “tradicionais” do calendário dos ministros e ministras do Exterior do G7 em 2022 são duas reuniões a nível ministerial. O primeiro encontro dos ministros e ministras do Exterior do G7 terá lugar de 12 a 14 de maio em Weissenhaus. Um segundo encontro está previsto para o outono.
Além disso, como todos os anos, haverá uma reunião dos ministros e ministras do Exterior do G7 à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro de 2022, que tradicionalmente trata de questões multilaterais atuais.

Aprofundamento das relações com parceiros com os mesmos valores fora do círculo do G7

Os países do G7 não querem ficar sozinhos: Para todas as reuniões, a Alemanha irá convidar outros países que defendam valores comuns como a liberdade e o Estado de direito. O encontro em maio, por exemplo, contará com a presença da Ucrânia e da Moldávia.

 

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