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A Alemanha enquanto país de imigração

Artigo

„A Alemanha é um país de imigração“ é o título de um artigo do jornal Süddeutsche Zeitung de 4 de Julho de 2001.

Muslim life in Germany
Muslim life in Germany© Federal Office for Migration and Refugees
„A Alemanha é um país de imigração“ é o título de um artigo do jornal Süddeutsche Zeitung de 4 de Julho de 2001. O que na altura foi visto como uma grande admissão do que era há muito um facto evidente, faz atualmente parte do quotidiano da República Federal da Alemanha: 15 milhões de pessoas na Alemanha são descendentes de imigrantes e muitas destas famílias vivem no país há já várias gerações.

1 109 000 de pessoas imigrou para a Alemanha no ano 2013. Destes, dois terços são oriundos de países europeus, em particular do Leste da Europa (Roménia e Bulgária). A Alemanha é assim – logo depois dos EUA – o país mais procurado para a imigração. O saldo migratório positivo (a diferença entre a imigração e a emigração) de 437 000 confirma-o. Estes imigrantes são, na sua maioria, trabalhadores qualificados: 43% dos que imigraram para a Alemanha no ano passado têm um curso superior.

A imigração tem representado um papel importante ao longo da história da Alemanha. Uma das maiores ondas migratórias ocorreu durante o milagre económico – o chamado „Wirtschaftswunder“ – período em que a RFA angariava, através de acordos, “trabalhadores convidados” da Grécia, da Turquia, ex-Jugoslávia e também de Portugal.

Entre 1973 e 2002, o número de portugueses que imigraram para a Alemanha aumentou em 17%. Atualmente vivem no país 127 368 portugueses, 70 700 homens e 56 668 mulheres. De 2012 para 2013, o número de imigrantes oriundos de Portugal aumentou em 13 646 (16%). A maioria vive nos Estados federados da Renânia do Norte-Vestefália e Hamburg.

Illustration Integration
Illustration Integration© picture-alliance/ ZB

O caminho para uma sociedade integradora, na qual a origem deixe de representar qualquer papel, não é um dado adquirido, mas exige uma capacidade de aprendizagem. Já foram dados passos decisivos na direção certa. A própria Ministra-Adjunta junto da Chanceler Federal e responsável do Governo Federal pela Migração, os Refugiados e a Integração, Aydan Özoğuz, é descendente de imigrantes. Os seus pais imigraram da Turquia para a Alemanha e a Ministra trabalha em prol da integração e harmonia entre os imigrantes e a sociedade alemã. No dia 2 de Julho de 2014, o Parlamento alemão deliberou ainda levar a cabo uma alteração decisiva no direito da nacionalidade, que elimina a obrigatoriedade de opção. Agora é possível que as crianças e jovens, cujos pais têm outra nacionalidade que não a alemã, optem por manter as duas.

Muito foi feito nos últimos 13 anos e hoje reconhece-se, na generalidade, a Alemanha como um país de imigração. O próprio Presidente alemão, Joachim Gauck, sublinha que a Alemanha „necessita de imigração“ e que os alemães não „se perdem, se aceitarem a diversidade.“

O número crescente de imigrantes fala por si no sentido positivo.

© Embaixada da Alemanha em Lisboa

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